Dólar tem maior queda semanal em 30 meses e vale R$ 3,85

Queda de 4,51% da moeda norte-americana nos últimos cinco dias foi guiada por ânimo dos investidores com a corrida presidencial.


O dólar voltou a terminar em baixa ante o real nesta sexta-feira (5) e vai para o primeiro turno das eleições à Presidência da República mais de 4% mais barato do que na semana anterior.

A queda da moeda é guiada por investidores animados com a possibilidade de uma vitória em primeiro turno de Jair Bolsonaro (PSL) ou de uma derrota de Fernando Haddad (PT), no segundo turno.

Na última sessão antes do pleito, a moeda norte-americana recuou 1%, a R$ 3,8570 na venda, terminando a semana em queda de 4,46%, a maior desde o recuo semanal de 4,51% registrado no período encerrado em 11 de março de 2016.

Nesta sexta-feira, a moeda terminou em queda, com os investidores reagindo à pesquisa Datafolha divulgada na véspera que mostrou Bolsonaro com 35% das intenções de voto contra 22% de Haddad.

"O voto útil pode fazer a diferença. Caso os votos que hoje estão com Geraldo Alckmin, João Amoêdo, Álvaro Dias e Henrique Meirelles se transfiram para o candidato do PSL, pode ser que Bolsonaro de fato consiga ser eleito no primeiro turno. Não é um cenário impossível, apesar de improvável", avaliou a economista da corretora CM Capital Markets Camila Abdelmalack, em relatório.

Os investidores ajustaram um pouco suas posições para o pleito de domingo, buscando proteção com a compra de dólares, depois de a moeda ter renovado a mínima, a R$ 3,8963, após a divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano fora do setor agrícola abaixo do esperado.

Segundo o relatório do Departamento do Trabalho, foram criadas 134 mil vagas no mês passado, menor número em um ano, mas os dados de julho e agosto foram revisados para mostrar 87 mil vagas a mais do que o informado antes.

A previsão era de abertura de 185 mil vagas. No exterior, o dólar tinha leve queda ante a cesta de moedas, e caía ante as divisas de emergentes, como o peso mexicano.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7.700 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 1,925 bilhão do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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